Crise pode provocar prejuízo de R$ 320 bi a empresas e corte de 6,5 milhões de empregos

26.03.2020

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus e de restrições ao funcionamento de diversas atividades econômicas podem levar a um prejuízo de mais de R$ 320 bilhões à economia brasileira e fazer com que 6,5 milhões de trabalhadores percam seus empregos, de acordo com estudo encomendado pela Confederação Nacional de Serviços (CNS).

 

De acordo com o vice-presidente da CNS, Luigi Nese, os números expressivos não devem ser usados para fazer alarde ou para serem contrapostos a estratégias recomendadas por autoridades sanitárias para conter o avanço da doença.

 

O presidente Jair Bolsonaro entrou em rota de colisão com governadores e especialistas da área de Saúde ao defender que os trabalhadores voltem às ruas para que a economia não sofra um impacto tão grande com a pandemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, defende o isolamento para todos como a única forma de evitar a disseminação da doença em estado de transmissão sustentada, ou seja, quando não se sabe a origem da contaminação.

 

O setor de serviços deve ser justamente o mais penalizado, com a perda de cerca de R$ 117 bilhões em faturamento, caso os impactos da covid-19 sobre a economia se arrastem por um período de 60 a 90 dias. O estudo, obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast, também aponta que o comércio perderá quase R$ 80 bilhões e a indústria de transformação deixará de faturar em torno de R$ 66 bilhões. A pandemia do novo coronavírus ainda traria perdas à construção civil (cerca de R$ 20 bilhões) e à agropecuária (quase R$ 12 bilhões).

 

Com isso, as perspectivas são de 2,2 milhões de demissões no setor de serviços, 2 milhões de vagas fechadas no comércio, 1 milhão de empregos perdidos na indústria, e 637 mil postos de trabalho a menos na construção civil. O estudo mostra ainda que, com menos produção e emprego, a covid-19 pode reduzir a arrecadação federal em quase R$ 125 bilhões neste ano.

 

Informações / BMC

 

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