Lajedo do Tabocal: Executivo e Legislativo trocam farpas; o clima esquentou

10.09.2019

 Desde a semana passada, que o clima vem esquentando na pacata cidade de Lajedo do Tabocal, tudo por conta de um Precatório do FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental). A quantia de R$ 4.926.016, 96 (quatro milhões, novecentos e vinte e seis mil, dezesseis reais e noventa e seis centavos), foi depositado na conta da prefeitura desde o mês de maio. 

 

A prefeita da cidade, Mariane Fagundes, usou Blogs da região semana passada e uma rádio de Jequié nesta segunda-feira (09), para expor a situação atual com relação ao uso do Fundo. Segundo a prefeita o Executivo pediu para o Legislativo aprovar um Projeto de Lei n° 390/2019 pedindo a abertura de crédito. O Projeto prevê o uso de 40% do Fundo para a reforma de escolas do município e foi enviado em caráter de urgência no último dia 20 de agosto. Segundo as publicações, o Legislativo estaria dificultando a aplicação deste Fundo na reforma das escolas. 

 

Na manhã desta segunda-feira (09),  Joseílson de Almeida, Presidente da Câmara de Vereadores de Lajedo do Tabocal foi até a Rádio LT FM em Lajedo, para falar a respeito do assunto, já que estaria circulando em redes sociais e rádio de Jequié que o mesmo, junto com outros vereadores estariam causando dificuldades. Em meio ao bate papo, com o apresentador Dilson Santos, a Rádio recebeu a visita da Prefeita e de alguns secretários e assessores. O presidente juntamente com a Prefeita se mantiveram calmos, o  mesmo não aconteceu com a contadora do município a Sra. Fabrícia, que exaltada gritava ao fundo impossibilitando os ouvintes a terem clareza sobre a conversa. 

 

Ainda na Rádio LT FM, foi dito pela prefeita que o caráter de urgência se dava pela questões legais, que após a aprovação do Projeto ainda passaria por processos burocráticos como o da licitação e isso poderia atrasar, já que a intenção é reformar as escolas nas férias a partir de dezembro e ainda alegou politicagem por parte dos vareadores.

 

Já na noite desta segunda-feira, durante a Sessão Ordinária na Câmara de Vereadores de Lajedo do Tabocal, com direito a casa de leis cheia de moradores, secretários e muitos representantes da classe dos professores, os vereadores explanaram suas falas e por unanimidade disseram estar a favor dos professores e da reforma das escolas.

 

Quanto ao Projeto de Lei em questão, que está na casa de Leis, o Presidente foi categórico e firme em suas palavras, como fora na rádio pela manhã. O Projeto será votado no tempo adequado, após passar pela análise do Jurídico e pela contabilidade da Câmara de Vereadores. Em sua fala Joseílson de Almeida disse ainda que não pode ser irresponsável ao ponto de aprovar um projeto em caráter de urgência sendo que o mesmo já foi apresentado com erros. 

 

O presidente durante a Sessão  disse que na Rádio, Mariane negou ter recebido um ofício enviado pelo presidente convocando a prefeita para uma reunião com os professores e vereadores para o dia 10 de junho, sendo que o ofício foi recebido e protocolado na prefeitura. O presidente ainda chamou a atenção dos professores presentes questionando se a prefeita algum dia havia convocado a classe para uma roda de conversa, onde os professores presentes responderam que não.

 

O presidente assim como outros três vereadores que fizeram uso da tribuna deixaram claro que no TCM, em Salvador, foram orientados a não votar no projeto do jeito que chegou à casa legislativa. Por este motivo o presidente disse não ter colocado em votação o projeto, pois está seguindo a lei. E que a planilha enviadas pelo executivo, não bate com o primeiro projeto enviado bem como com o plano de aplicação dos recursos. E pede clareza. 

 

Ao Jornal da Cidade, o presidente da Câmara disse que não entende porque o dinheiro está na conta da prefeitura desde o mês de maio e só agora o projeto entrou na casa e com caráter de urgência. Afirmou que não trabalha sobre pressão, que é a favor das reformas e não vai dificultar nada, que o projeto está nas comissões competentes esperando o parecer Jurídico e Contábil para dar uma resposta a comunidade aos professores e à prefeitura. Ao final descartou qualquer tipo de politicagem e alegou falta de diálogo.

 

 

 Informações / Jornal da Cidade

 

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