Aos 41 anos, a baiana Formiga bate recorde em sua sétima Copa do Mundo

10.06.2019

Ao entrar em campo diante da Jamaica, volante da seleção brasileira escreve seu nome na história do Mundial, tornando-se a mais velha a disputá-lo: “Sou grata por ter saúde”.

Quando entrou em campo neste domingo para a estreia do Brasil na Copa do Mundo da França, Formiga estava batendo uma marca expressiva e impressionante.

 

Em seu sétimo Mundial de sua carreira, se tornou recordista em número de participações, entre homens e mulheres. Sua primeira edição do torneio foi em 1995. E engana-se quem acha que, aos 41 anos, ela não sente mais a tensão de uma estreia:

 

– Sempre vou sentir o nervosismo do primeiro jogo. O frio na barriga. A emoção toma conta, ainda mais na hora do hino nacional – disse a camisa 8 da seleção.

 

A brasileira tornou-se a mulher mais velha da história a jogar a competição, com 41 anos e 98 dias, superando a norte-americana Christie Rampone, que jogou com 40 anos e 12 dias, em 2015. Foi titular, permanecendo em campo durante os 90 minutos. Deu carrinhos, fez desarmes e acabou levando um cartão amarelo – não faltando disposição para argumentar contra a decisão da árbitra.

 

Ela jogou ao lado e enfrentou meninas que sequer eram nascidas quando já estava em ação pela seleção brasileira. Promessa da Jamaica, Jody Brown entrou em campo no segundo tempo durante a estreia, com 17 anos. Para se ter uma ideia, ela nasceu menos de um ano antes de Formiga disputar sua terceira Copa do Mundo.

 Sou grata por ter saúde para chegar até aqui – completou.

 

Com a vitória por 3 a 0 contra a Jamaica, o Brasil assume a liderança do Grupo C da competição. A Itália também venceu, mas fica atrás pelo saldo de gols. Na próxima rodada, as brasileiras enfrentam a Austrália, que ocupa a terceira posição. As italianas encaram a Jamaica.

 

Informações / Globo Esporte

 

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