MP e Vigilância Sanitária atuam na proibição de venda de carne clandestina em Jequié


A Vigilância Sanitária de Jequié vem tentando resolver o problema do comércio de carne suína no município, visto que o produto era proveniente de locais não inspecionados por não haver na região abatedouro regularizado, aumentando o risco da transmissão de doenças, a informação foi divulgada através de ofício Circular do órgão de fiscalização, nesta quinta-feira, dia 30 de maio de 2019.

O Ministério Público recomendou a Vigilância Sanitária Municipal e ADAB ações efetivas com o objetivo de coibir o abate e comércio de carne clandestina na cidade, quando foram expedidos pela justiça (1ª Vara Criminal) 11 mandados de busca e apreensão para interdição desses matadouros e regularização do comércio de carne, os quais foram cumpridos pela Policia Militar. Foram interditados três matadouros e apreendidos vários equipamentos de uso na matança, sendo observadas condições insalubres, higiene precária, inclusive sendo interditado um matadouro ao lado do Aterro Sanitário, funcionando sem sequer água potável.

Proprietários de açougues e boxes foram visitados e estabelecidos o prazo de 30 dias para negociação e aquisição de carne suína dos fornecedores licenciados. Comerciantes requerem prazo para implantação do abatedouro público, para posterior exigência da Vigilância Sanitária e ADAB, no entanto esta implantação deve ser de iniciativa, não havendo competência do setor público, afirma o diretor do DEVISAM, Alberto Pinto Costa Filho. Segundo ele, o serviço é ofertado em cidades próximas.

Alberto ressaltou ainda que a criação de porcos na cidade é uma prática realizada de forma ilegal, onde grande parte dos suínos são criados à solta, próximo a esgotos, se alimentando de sobras no lixo e fezes humanas.

O Ministério Público e Vigilância Sanitária informa que estarão exigindo a substituição de carne clandestina por carne suína saudável que atenda os critérios higiênicos de abates, e que é inconcebível permitir a venda de produtos de má qualidade para favorecer alguns açougues em prol da saúde do cidadão.

Informações / Marcos Canggussu

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 Por Josi Machado e Allan Lago