CBF vai lançar concorrência para propor aos clubes uso do VAR no Brasileirão deste ano


A CBF vai lançar até a próxima semana concorrência para selecionar a empresa que poderá fornecer, se aprovado pelos clubes, o serviço de árbitro assistente de vídeo (VAR, da sigla em inglês), durante o Campeonato Brasileiro deste ano.

O objetivo do processo, que será coordenado pela Ernst & Young, é dispor de detalhes e informações, como custo, equipamentos e necessidades, que serão submetidos aos 20 times participantes durante o Conselho Técnico da Série A, previsto para acontecer na segunda semana de fevereiro.

- Queremos apresentar tudo detalhadamente aos clubes, que tomarão a decisão sobre o uso ou não - acrescentou o diretor de Competições da CBF, Manoel Flores.

Em 21 de novembro do ano passado, o GloboEsporte.com antecipou que o Departamento de Arbitragem da CBF tem um projeto para implementar o árbitro assistente de vídeo no Campeonato Brasileiro de 2019. A ideia, se aprovada pelos 20 clubes, é usar a tecnologia nos 380 jogos da edição deste ano.

Ano passado, por 12 votos a 7 (e uma abstenção, do São Paulo), o Conselho Técnico da Série A-2018 recusou a proposta. A CBF queria que os clubes pagassem pela implantação da tecnologia, que corrige marcações e dúvidas da arbitragem em determinados lances, como gol, pênalti, aplicação de cartão vermelho e identificação de atletas. Na época, o custo estimado para os 380 jogos da Série A era de R$ 20 milhões.

Para este ano, o GloboEsporte.com apurou que a CBF estima o custo baixando para R$ 17 milhões nos 380 jogos. A princípio, a entidade não cogita desembolsar essa quantia e mantém a ideia de que os clubes paguem esse valor.

Na Série A-2018, para cada clube, o VAR custaria R$ 500 mil apenas para o segundo turno, ou R$ 1 milhão para o campeonato inteiro, segundo declarou, na ocasião, o presidente do Vasco, Alexandre Campello.

Pioneira na América do Sul ao usar o recurso na Copa do Brasil-2018, a CBF tem hoje 98 profissionais preparados para atuarem como árbitro assistente de vídeo (VAR) ou auxiliar de árbitro assistente de vídeo (AVAR). O número necessário estimado por rodada de um Brasileiro seria de 30 pessoas, segundo informou, em novembro passado, Sérgio Corrêa, chefe do projeto de VAR da CBF.

O Departamento de Arbitragem se disse capaz de usar a tecnologia, mas falta CBF e clubes chegarem a um acordo sobre pagamento, o que faltou no Conselho Técnico da Série A-2018, quando a maioria dos clubes vetou o uso do VAR com despesas a cargo dos clubes.

No Conselho Técnico da Série A-2018, realizado no dia 5 de fevereiro do ano passado, a votação foi a seguinte:

  • A favor (7): Flamengo, Botafogo, Bahia, Chapecoense, Palmeiras, Grêmio e Internacional.

  • Contra (12): Corinthians, Santos, América-MG, Cruzeiro, Atlético-MG, Atlético-PR, Paraná, Vasco, Fluminense, Sport, Vitória e Ceará.

  • Não votou (1): São Paulo (o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva tinha ido embora no momento da votação).

O Departamento de Arbitragem já capacitou 98 profissionais de VAR e AVAR em três cursos e pretende fazer outros três cursos, em fevereiro e março, para melhorar a capacitação daqueles que podem progredir e um curso compacto para aqueles que atingiram ótimo nível nos já realizados.

Informações / Globoesporte.com

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