Maracás: Excesso de Shows e preços abusivos de combustíveis vira POLÊMICA


Imagem: Allan Lago (Maracás - BA)

Apesar do Município de Maracás não viver um momento confortável em relação ao desemprego, a cidade está com um calendário festivo apertado até o final de Dezembro. Evento da Padroeira, e mais 4 shows agendados em um curto período de 30 dias.

Não só Maracás, a região, passa por uma de suas piores crise da seca. Plantações e criações estão desaparecendo. Mesmo assim, empresários enxergam que "a fonte" ainda tenha água para ser consumida. Será que não percebem que esse cenário não combina com a realidade do município?

Essa semana, o produtor de um dos principais eventos da região, que já realiza há 10 anos, teve a sensatez de cancelar o evento. Pelas redes sociais, o mesmo pediu desculpas aos seus apoiadores de longas datas. Ou seja, perdemos uma tradição. O evento, deveria ter prioridade, está no calendário de final de ano há 10 anos. Esse fato não foi respeitado. Ficando claro a desunião dos produtores de eventos da cidade e falta de respeito com a situação frágil do município.

O assunto dividiu opiniões de moradores e gerou grande repercussão, levando moradores a refletir sobre o excesso de eventos em Maracás.

Imaginem se essas ações prejudicassem também a festa da Padroeira, e a Igreja resolvesse cancelar a sua festa que já estava programada a muito mais tempo? Será que pensaram nisso?

Além dessa "mega oferta" festiva, a região é explorada em preços abusivos, comparados a cidade de maior porte da região, Jequié. Certos eventos em Maracás, o preço de um ingresso, pista ou área VIP é 40, 50% mais caro comparado aos eventos em Jequié, com a mesma atração. Tremenda falta de respeito!

Imagem enviada por morador (Posto Avenida - Jequié)

Comparamos a outro comércio, o de combustível. Em Vitória da Conquista (150 km da distribuidora), o combustível chega a ser mais barato do que em Maracás, que fica a 90 Km da Distribuidora em Jequié.

Hoje o preço da gasolina em Maracás é R$4,85.

Alguns falam de fiscalização. Realmente, existem órgãos fiscalizadores para ambos comércios. Porém, como sabemos, nosso país ainda "engatinha" para termos qualidade nessa área.

Mas há a parte do consumidor. Esse sim, pode trazer "revoluções" no preço e na qualidade do que é ofertado no comércio.

Bem recente, tivemos a maior paralisação de todos os tempos, a dos caminhoneiros. Apesar de política, o manifesto conseguiu o êxito desejado.

A área urbana de Maracás, possui 4 postos de combustíveis, e está sendo instalado mais um.

Por que tantos postos? Porque a população consome, fato.

Mesmo sendo desrespeitados, os consumidores ainda pagam o preço que lhes são impostos pelos postos de combustíveis local. Muito se fala em cartel, consumidores pedem a ajuda da imprensa para divulgação dos preços abusivos. Certos de que o reajuste que diminui o valor nas refinarias não são repassados para o consumidor.

Querem mudanças? Se manifestem na prática. Diminuam o consumo, ou parem. Demonstrem no bolso dos comerciantes, a sua insatisfação.

Nesse mesmo formato, aos eventos festivos no município.

Do que adianta criticar preços dos ingressos, e mesmo assim, marcar presença no evento? Precisamos ativar nossas consciências. Precisamos usar as ferramentas que temos para lutar por nossos direitos. Não basta só reclamar. Precisamos por em prática nossos desejos de mudanças

Fonte:Jornal da Cidade

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