Bahia vence o Ceará e vai garantindo a permanência na Série A


O Bahia até “brincou” com o coração do seu torcedor ao fazer um gol aos 43 minutos do primeiro tempo e outro aos 47 da etapa final (ainda de letra), mas o triunfo da noite desta quarta-feira foi um daqueles inquestionáveis, que destacam o merecimento. Superior ao adversário, o Tricolor até oscilou entre a pressão do primeiro tempo e o desempenho mais truncado na etapa final, mas sempre buscou o gol e esteve mais perto de balançar as redes.

No fim das contas, venceu, praticamente eliminou o risco de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e encostou na parte de cima da tabela. Será que dá para chegar na Libertadores? [Confira no vídeo acima os melhores momentos da partida na Fonte Nova]

A superioridade do Bahia na etapa inicial foi tanta que não se pode dizer que o gol de Zé Rafael aos 43 minutos e o empate na ida ao intervalo fizeram justiça ao que foi a primeira metade da partida. Superior do início ao fim, o time baiano dominou o Ceará, emendou chances de gols e, por pouco, não desceu para o vestiário em vantagem. Segundo o site Footstats.net, a etapa inicial terminou com 56,8% de posse de bola para os mandantes contra 43,2% dos visitantes. Nas finalizações, 13 para o Tricolor contra três do Vozão.

O domínio do Bahia se deu, principalmente, em jogadas pelo lado esquerdo. Léo se apresentou bem à frente e, seja contando com o apoio de Ramires ou Zé Rafael, armou boas tramas pelo setor. O jogo já se desenhava dessa forma até o Tricolor sofrer o gol do Ceará, aos sete minutos. Samuel Xavier recebeu passe nas costas de Zé Rafael e cruzou para Calyson completar.

O gol cedo não abalou o Bahia, que seguiu melhor que o adversário e fez pressão. Ramires e Edigar chegaram perto do gol. A bola aérea do Tricolor também foi um tormento para o Ceará, e Douglas Grolli quase marcou. Defensivamente, a equipe se portava bem e não sofria com os contra-ataques do Vozão, que só voltou a ameaçar aos 37 minutos em chute de longe de Calyson. Por outro lado, quando se imaginava um fim de primeiro tempo frustrante, Zé Rafael balançou as redes em bela trama com Elton.

Depois do gol, imaginava-se que o Bahia iria ampliar a pressão sobre o Ceará no segundo tempo. Mas o que se viu, apesar da superioridade tricolor na posse de bola, foi um jogo mais trucando. O Vovô, em postura reativa no seu campo de defesa e com uma linha de cinco jogadores bloqueando a área, dificultou ainda mais a vida dos mandantes, que até conseguiram equilibrar as ações pelos lados do campo, com mais participação na direita, com Élber e Bruno. Só que o time não teve a mesma intensidade do primeiro tempo, talvez pelo cansaço do final de temporada.

O passar do tempo e as substituições forçadas de Léo e Douglas Grolli (que sentiram problemas físicos durante o segundo tempo) não ajudaram Enderson Moreira a mudar o panorama da partida. A torcida ficava mais nervosa a cada minuto, assim como os jogadores, que tomaram algumas decisões erradas nas jogadas. Exemplo disso foi o lance em que Paulinho fez bela jogada pelo lado esquerdo, mas preferiu a finalização ao passe para o companheiro melhor colocado. Mas quis o destino que Edigar Junio, até então discreto no jogo, aparecesse na hora certa para marcar de letra e dar a vitória ao clube baiano.

O triunfo em casa praticamente resolveu a vida do Bahia, que fica confortável no Brasileirão, com 44 pontos, para buscar o que for possível. Sul-Americana? Libertadores? Se antes da partida desta noite o discurso dos jogadores era de que era possível chegar, imagina depois de um triunfo como esse?

Fonte: GE

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 Por Josi Machado e Allan Lago