Saiba como perceber se seu filho é compulsivo por jogos


Você já se deu conta de quantas horas o seu filho passa jogando em algum dispositivo eletrônico? "Saber se uma criança ou adolescente está dependente de jogos não é como identificar um alcoólatra. É mais complexo".

Assim explica a médica Evelyn Eisenstein, professora associada de pediatria e clínica de adolescentes da faculdade de Ciências Médicas da UERJ.

A doutora Evelyn explica que os sinais do transtorno dos jogos eletrônicos são progressivos, e é necessário observar precocemente: — Eu atendi um adolescente que chegou no consultório desmaiado por não comer ou beber durante dois dias. Nós, médicos, vemos os casos extremos, e todos pensam “isso não vai acontecer comigo”. É algo progressivo.

Começa como brincadeira, e depois fica difícil parar. No início gera transtorno de sono e distração. As questões mais graves aparecem depois: sedentarismo, irritabilidade, impaciência, não gostar de ser interrompido, baixa autoestima, frustração e intolerância. Tudo isso geralmente associado a outros transtornos como depressão ou transtorno obssessivo compulsivo (TOC). Essas alterações de humor e o isolamento também prejudicam a vida social — conta.

O Manual de Orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que o tempo de uso diário de tecnologia digital seja limitado e proporcional às idades e etapas do desenvolvimento cerebral, cognitivo e psicossocial das crianças e adolescentes. O documento, chamado Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital, estabelece que crianças menores de 6 anos precisam ser protegidas da violência virtual, pois não conseguem separar a fantasia da realidade.

Fonte: O GLOBO

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 Por Josi Machado e Allan Lago