Hanseníase: conheça a doença

A história da Hanseníase

Relatos de pessoas que foram privadas da oportunidade de serem criadas pela mãe ou pelo pai.

Algumas delas foram afastadas desse convívio logo após o nascimento, sem nem ao menos um beijo, um abraço ou uma despedida. Outros perderam o contato com os pais já um pouco mais velhos, mas ainda guardam na memória a dor do abandono. O motivo para todos foi o mesmo: a hanseníase.

A doença teve um passado marcado pelo estigma da discriminação. Isolar os afetados foi uma política obrigatória por quase 40 anos, entre as décadas de 1920 e 1960. Acabou como uma fracassada tentativa de conter o surto, apenas gerando a separação para muitas famílias e nenhum efeito prático sobre a incidência da enfermidade. Impossibilitados de ter contato com os pais, esses filhos foram levados para educandários ou preventórios, sendo afastados do convívio familiar.

O que é a Hanseníase?

Uma doença Infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium Leprae ou Bacilo de Hansen, que causa lesões de pele e danos aos nervos. 90% da população apresenta capacidade de defesa contra a bactéria.

- 214.783 casos novos no Mundo

- Índia lidera o ranking com 135.485 novos casos

- Brasil é 2° colocado com 25.218

Sintomas

- Período de incubação da doença – de 2 a 7 anos

- Alteração ou perda da sensibilidade na pele, primeiro térmica, depois dolorosa e finalmente tátil.

- Fraqueza dos músculos das mãos, dos pés ou da face e inchaço de mãos e pés.

- Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do campo.

Tratamento

Disponibilizado gratuitamente pelo SUS, o tratamento poliquimioterápico – associação de Rifampicina, Dapsona e Clofazimina – dura de 6 meses a 1 ano.

- Como ocorre a transmissão?

Através da respiração, bem como de gotículas da fala, tosse e espirros e contatos prolongados.

Não se transmite

Apertos de mão, abraço, beijo e contatos em transporte coletivos ou serviços de saúde.

- Parto

- Aleitamento Materno

- Relação Sexual

- Doação de Sangue

- Picada de Inseto

- Contato com copos, talheres e pratos

Fontes: OMS, Ministério da Saúde, UOL.

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 Por Josi Machado e Allan Lago