MULHERES X MULHERES


Ao longo dos anos a Mulher tem evoluído, conquistado seu espaço. Ela tem vencido barreiras sociais, raciais, sexuais, no mercado de trabalho, dentre tantas outras. Mas, por incrível que pareça, ainda existe um percentual grande de mulheres que se colocam em oposição às outras mulheres. Existem mulheres que competem, comparam, sabotam e menosprezam suas semelhantes.

Não é raro ver mulheres falando mal de outras mulheres, competindo, alfinetando e puxando tapetes, fácil de constatar na vida real, nas novelas, em músicas, nos filmes, nos livros... Quantos são os casos em que uma amiga conta um segredo e a outra espalha para todo mundo, quantas são as agressões de todas as formas e troca de faíscas no local de trabalho? Mulheres rebaixando outras mulheres, debochando, criticando, julgando seus comportamentos e condenando umas as outras por seus erros, vivendo em estado constante de disputas, declarando ‘’guerra azinimigas’’ como dizem por aí.

É claro que não são todas as mulheres que se comportam dessa maneira, algumas até vivem alheias a estas questões, e não se importam. Já outras mulheres com um nível de consciência superior, e que olham para suas semelhantes com outros olhos, acreditam que a união e a fraternidade entre as mulheres podem salvar vidas.

Sororidade, substantivo feminino, um termo usado para expressar empatia entre mulheres adotado por mulheres de toda parte do mundo.

‘’Do ponto de vista do feminismo, a sororidade consiste no não julgamento prévio entre as próprias mulheres que, na maioria das vezes, ajudam a fortalecer estereótipos preconceituosos criados por uma sociedade machista e patriarcal’’. Informa um site de Significados.

‘’Sororidade, disseminada em redes sociais, a palavra se refere a uma espécie de pacto entre mulheres relacionado às dimensões ética, política e prática do feminismo contemporâneo. Ou, simplesmente, uma aliança baseada na empatia e no companheirismo’’.Ressalta Dandara Tinoco em sua coluna em O Globo.

Sororidade é escuta, é responsabilidade, e é trabalhar pelo bem viver comum das mulheres apesar das inúmeras diferenças.

As mulheres podem adotar posturas diferentes, podem inclusive abandonar o padrão da rivalidade. São tantos os nomes de mulheres na história da humanidade que lutaram e lutam bravamente para que direitos sejam mantidos e para que outros sejam adquiridos, e que inspiram gerações de mulheres a serem fortes, unidas e independentes.

A mulher pode se empoderar e empoderar outras mulheres, e juntas podem cooperar para o bem da coletividade, podem aprender a amar convivendo ao lado de mulheres que se amam e que amam os filhos das outras mulheres como se fossem seus próprios filhos. Mulheres com mente e coração abertos, para acolher e Amar.

Moças não somos rivais somos irmãs, somos a revolução, eu dona de mim, você dona se si e todas livres!

A luta não pode parar, e a união deve prevalecer!

(Texto publicado pelo Jornal da Cidade na versão impressa, em dezembro de 2017)

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