CRIME AMBIENTAL - Areia extraída ilegalmente em rio baiano é usada até para pavimentar estrada


Um dos quatro principais cursos d'água da Bahia, com cumprimento de 620 quilômetros, o Rio das Contas vem sofrendo com poluição e degradação das suas margens por causa da extração ilegal de areia para construção civil, que avança sem ser incomodada por órgãos ambientais. A extração de areia ocorre em praticamente todo o rio, mas a situação mais grave está entre as cidades de Jequié e Ipiaú, onde a atividade intensiva é realizada por parte de carroceiros e canoeiros, que pegam areia nas margens do rio, e de mineradoras, as quais usam dragas instaladas no leito. O rio nasce na serra da Tromba, entre Piatã e Abaíra, na Chapada Diamantina, e passa pelas cidades de Abaíra, Jussiape, Brumado, Dom Basílio, Tanhaçu, Jequié (onde foi erguida a Barragem e Usina Hidrelétrica da Pedra), Jitaúna, Ipiaú, Itagibá, Barra do Rocha, Ubatã, Ubaitaba e Aurelino Leal, até desaguar no oceano Atlântico, em Itacaré. O problema vem sendo investigado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) desde 2015, após denúncias de grupos ambientais ao Ministério Público Federal (MPF), que repassou o caso para o órgão baiano. Depois de passar por vários promotores, o caso está desde 2017 com o promotor ambiental Maurício Cavalcante, que atua em Jequié. Na “cidade sol”, além do problema com a extração de areia, o Rio das Contas ainda é degradado ambientalmente por esgoto doméstico, jogado sem tratamento algum no Rio Jequiezinho, um dos seus afluentes. De tão exploradas, as margens do rio perderam o areal que predominava até o início da década de 1990, dando lugar a barro e mato. Sem atuação O promotor Maurício Cavalcante disse que a retirada de areia é realizada em praticamente toda a extensão do rio, o que torna a investigação mais demorada de ser feita. Para ele, contudo, o problema estaria menor se os órgãos de fiscalização ambiental estadual e federal fossem mais atuantes na região. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Inema) raramente aparecem por lá, segundo o promotor.

Fonte: TV Sudoeste Digital

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