Maracás: Administração do prefeito é bombardeada por quase todos os vereadores


As duas primeiras sessões ordinárias da Câmara Municipal de Maracás do primeiro semestre deste ano foram calmas. Mais a terceira que foi realizada na noite desta quinta-feira (22), presidida pelo presidente da Casa Juarez do Torno (PSDB), pegou fogo. O prefeito Uilson Novaes (Soya) do PDT foi bombardeado, e até o governador Rui Costa (PT) saiu atingido.

A vereadora Tia Marlene (PV) foi a primeira a usar a tribuna para fazer o seu pronunciamento. Durante sua fala disse que o povoado de Porto Alegre está abandonado, que as reivindicações que tem levado ao prefeito Soya, são muitas, mais infelizmente não é atendida. Que foram feitas, varias indicações, requerimentos e ofícios. Que além dos moradores de Porto alegre ter que sobreviverem com a falta de água porque a prefeitura não faz o abastecimento com carro-pipa, ainda tem que conviver com ruas escuras porque não é feito a reposição de lâmpadas e reparos na rede de iluminação pública.

Jó de Felício (PTdoB) falou da eleição do Conselho Municipal de Segurança, existente no município há doze anos, realizada nesta quarta-feira (21), e fez um relato da segurança pública no município, relembrando o toque de acolher para crianças e adolescentes a partir das 23h, implantado pelo juiz José Brandão de Souza Neto na cidade, a qual funcionou muito bem na época. Jó disse que o excesso de lixo nas ruas de Maracás tá muito grande, e cobra agilidade por parte da DM empresa que faz a o trabalho de limpeza pública.

O vereador Zito da Cachoeirinha (PROS) disse que o governo Rui Costa, não faz nada por Maracás e principalmente pela segurança pública do município, que a polícia tem que recorrer à prefeitura para fazer o seu trabalho e muita das vezes colocar dinheiro do seu próprio bolso. Em relação à administração do prefeito Soya, Zito disse que está caindo das pernas, que as estradas vicinais do município nenhuma presta, que no governo do ex-prefeito Paulo dos Anjos (PSL), em 2016 entrou um montante de R$ 48.000,000,00 (quarente e oito milhões de reais) na prefeitura e no ano passado (2017), entrou R$ 56.000.000,00 (cinquenta e seis milhões de reais), R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais), a mais. Que falta de dinheiro não foi, para que pudesse trabalhar.

A vereadora Noelia (PHS) se emocionou durante seu pronunciamento, ao dizer sobre a situação em que Maracás se encontra e disse que o prefeito tem que fazer alguma coisa para tirar o município desta situação. Disse ainda que no povoado de Porto Alegre a situação é caótico, entulho jogado nas ruas, e que devido à escuridão, “citando a praça do povoado” o povo está usando luz de celular para se locomover. Entre os problemas, estão também à quadra de esporte que está abandonada por falta de manutenção, que a estrutura de ferro da quadra fica intocável, por que quem toca acaba recebendo choque elétrico, provavelmente por algum fio desencapado, e pergunta “vai esperar alguém morrer para tomar providencia?”. Indignada, a vereadora falou sobre a empresa responsável pela limpeza publica de Maracás, que segundo ela foi informada que as mulheres (garis) que trabalham varrendo as ruas terão que também recolher o lixo em carrinhos usados na coleta, tendo que fazer trabalho duplo, e disse ser totalmente contraria a esta medida da empresa.

O vereador Marcos de Clóvis (PSL) disse que a administração está um problema sério, que quando é procurada, um fica jogando para o outro e não resolve. Criticou a Assistência Social, dizendo que tem famílias pobres morando em casas que estão caindo e ninguém toma providencia alguma. O vereador Marcos de Clovis também fez criticas a empresa de limpeza publica, e diz que precisa melhorar muito o serviço na cidade.

Eugênio Meira (PDT), que foi um grande companheiro de luta do prefeito Soya na campanha eleitoral e o mais votado do grupo com 1.051 votos, e o segundo mais votado do município metralhou a administração do prefeito Soya, dizendo que Maracás está na UTI e pede para o prefeito fechar a prefeitura. O vereador Eugênio que hoje se diz oposição ao prefeito Soya, saiu em defesa dos porteiros que estão sendo demitidos para contenção de gastos, dizendo que enquanto esses profissionais estão sendo mandado embora, “pessoas simples e pobres”, tem casal trabalhando dentro da prefeitura, e um trator de esteira alugado no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) mensal, sendo que pode ser substituído por maquinários da prefeitura. Eugênio fez critica a Secretaria de Assistência Social, que segundo ele tem um gasto excessivo com alugueis de carros (Ford Ranger). Que as estradas estão sem manutenção e que o prefeito deveria fazer uma prestação de contas aos munícipes, usando outdoor espalhados pela cidade, mostrando o que foi feito com o dinheiro que entrou no ano passado que foi mais do que na gestão do ex-prefeito Paulo dos Anjos em 2016. Disse que a prefeitura não tem recursos para aquisição de combustíveis para que os maquinários possam fazer a manutenção das estradas vicinais do município, e relata que algo de errado está acontecendo com o dinheiro que entra na prefeitura. O vereador fez ainda um relato muito forte, ao dizer que Maracás não é gerido pelo prefeito Soya, e sim pelo secretário municipal de governo – Reginaldo Amorim Novaes (Rege). Finalizando Eugênio, disse que a DM, empresa responsável pela limpeza publica está descontando o INSS dos funcionários da limpeza pública do município, mesmo sem o registro na carteira de trabalho destes profissionais.

O vereador Juarez do Torno, mesmo reconhecendo que a gestão do prefeito Soya é lenta e concordar em parte e descordar em outra com o que disse o vereador Eugênio, saiu em defesa do prefeito Soya. Juarez disse que o pagamento dos servidores públicos está em dias, que a limpeza na cidade melhorou muito e que não está como o vereador Eugênio disse não. O vereador Juarez disse que só falam do que não foi feito, mais não falam da reforma da creche que está sendo realizada, da escola que foi concluída, da praça que foi inaugurada recentemente. Que inclusive uma Van da Mercedes-Benz, está pegando alunos no município de Marcionílio Souza que escolheram estudar no Colégio Normal, pela qualidade do ensino no município maracaense. Em seu pronunciamento, Juarez citou os municípios de Jaguaquara, Itiruçu e Lajedo do Tabocal, dizendo que nestes municípios os salários dos servidores públicos estão atrasados, diferente de Maracás que não está. Continuando Juarez disse que Soya é um homem direito, e que faltou nele foi olhar para aqueles que votaram e ajudaram na sua campanha para prefeito. Juarez disse que foi informado no final de ano pelo próprio prefeito, que ele teria sido notificado pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM-BA) a demitir sessenta funcionários, para contenção de gastos, e controle do índice, que o não cumprimento seria multado em R$ 60.000,00 (sessenta mil reais). E que em relação à água a prefeitura estar fazendo a distribuição, e que em alguns lugares tem pessoas beneficiadas com o abastecimento, usando a água para molhar plantação e dar animais.

Entre os problemas, também foram citadas a área da saúde e a deficiência no setor de licitações.

De autoria do vereador Jó de Felício foi votada e aprovada por unanimidade a Moção nº 002/2018 de Aplausos e Congratulações ao seu pai, Felício Pinheiro da Silva.

Blog do Ely Morais

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