Confira como foi o I Encontro Regional beneficente da Amarr sobre drogas


O I Encontro, foi realizado nos dias 09 e 10/ 11 em Maracás

No primeiro dia, na quinta-feira (09), pela manhã, o Auditório Municipal Ivonete Dias, foi palco de emoção e reconhecimento. A instituição Amarr, (Associação Maracaense de Amparo, Reabilitação e Reitegração), na pessoa da presidente, Vanessa Silva, que há dois anos vem liderando este projeto, aproveitou o momento para agradecer aos parceiros da Amarr.


Foram homenageados todos aqueles que fizeram e fazem parte da instituição, e aqueles que colaboram direta e indiretamente para que a Amarr alcance os seus objetivos. Segundo a presidente da instituição, os homenageados que não compareceram ao evento, receberão em suas casas uma simbólica lembrança, como forma de agradecimento.


Participaram do evento, representantes de instituições que assim como a Amarr, vem contribuindo para o desenvolvimento da cidade, representantes da área da saúde, do desenvolvimento social e da educação do município de Maracás e Planaltino, líderes religiosos, polícia militar de Maracás, representantes do poder público, entre outros presentes, alunos do Colégio Estadual Edilson Freire e simpatizantes do projeto.(foto Allan Luz)

(foto: Allan Luz)

O Encontro teve como tema: ‘’Fortalecendo a rede de proteção para o tratamento do dependente químico’’.


E contou com o orador e também responsável pela capacitação o Dr. Jair Lourenço Silva que Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Catanduva (1988), psiquiatra, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria, psicodramatista, terapeuta de família e casal, mestre e doutor em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, doutor em Ciências - Saúde Pública -pela Universidade de São Paulo - FSP . Atualmente é gesto e diretor clínico da Associação Estância Primavera, membro do Grupo de Pesquisa de Família e Comunidade - GEPFAC- UNIFESP, candidato em pós doutorado pela Escola Paulista de Enfermagem - UNIFESP-sob orientação da professora doutora Ana Lucia Horta, professor colaborador no curso de Terapia de Família- UNIFESP - Escola de Enfermagem. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Saúde Mental, Saúde Pública, Família e Comunidade, e Dependência Química, atuando como clínico, pesquisador e professor principalmente nos seguintes temas: saúde pública, problemas relacionados às drogas, sistemas familiares e sociocomunitários.

Munido de toda esta bagagem o Dr. Jair, ofereceu uma capacitação aos inscritos, que começou na quinta-feira pela manhã, ainda no auditório, com uma pequena introdução de como seria a capacitação e se estendeu de quinta-feira a tarde até o final da tarde de sexta-feira (10) no Centro de Assistência Social Padre Praxedes (casa das irmãs).


A capacitação tratou de diversas problemáticas, apresentou dados e envolveu todas as classes responsáveis para o Fortalecimento da Rede de Proteção para o tratamento do dependente químico. Ofereceu meios práticos e teóricos, e apresentou caminhos que vão desde o acolhimento ao acompanhamento dos casos de maneira individual e colaborativa, ressaltando a importância da participação da sociedade ativa e chamando para a responsabilidade a população e os demais órgãos , pontuando que esse é um problema de todos.

Foram levantadas questões, que envolvem a participação direta dos órgãos responsáveis na questão de atendimento e acompanhamento dos casos apresentados na saúde pública do município. A capacitação de maneira participativa concedeu voz aos profissionais da área e a instituição, que vivem diariamente a realidade do município atendendo a demanda. Inclusive foi questionada a ausência dos representantes do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) do município de Maracás, órgão de grande responsabilidade no contexto da dependência química. Apesar de terem sido convidados, diante das interações dos demais órgãos, o Caps não pôde expressar sua participação no contexto exposto, nem inserir na problemática possíveis soluções.


No momento foi salientado pelo Dr. Jair a importância da rede, que a rede é constituída de parcerias, e não havendo parceria, fica comprometido o resultado, e quem sai perdendo são os pacientes e a comunidade inteira. Assim como foi questionada também a participação da população maracaense, que vem sofrendo com os últimos acontecimentos, no entanto quando chamada para a responsabilidade, se fez presente em pequeno número. A rede pede a participação ativa da comunidade e dos órgãos responsáveis, que em harmonia possa primar pelo bem do próximo, e de toda a população, deixando de lado questões de preconceito, questões políticas, e questões que não acrescentam para o bem da coletividade.

Os momentos da Capacitação foram diversos. Debates calorosos, discussões de relevância que visaram comprometimento nas políticas públicas, dinâmicas, estudos, brincadeiras...


Dramatizações foram desenvolvidas com base em histórias pessoais, que envolviam o tema e cada um dos participantes da capacitação.

De fato um momento forte e de muito aprendizado. Juntos em grupos estavam professores, profissionais da saúde, alunos da rede pública, policiais, ex-usuários, profissionais do desenvolvimento social, colaboradores e voluntários. Foram elaborados pensamentos críticos e positivos, a interação rendeu novas possibilidades, enriquecendo os envolvidos com outros pontos de vista e outras formas de conviver e se comprometer com a causa.

A Amarr, como instituição, presa pelo atendimento das famílias (co-dependentes) e dependentes químicos, oferecendo atendimento e acompanhamento dos casos que chegam diariamente.


A instituição tem recebido um grande número de familiares e de dependentes que buscam por ajuda e orientação, e por esse motivo promoveu este encontro, com o intuito de capacitar os envolvidos a lidarem com a causa. Os acolhidos precisam de atenção e desse olhar específico, e a instituição sozinha não consegue fazer isso, é preciso a participação de todos.


A Instituição não tem como filosofia o combate ao uso de drogas ou exclusão dos que buscam ajuda sem ter cessado o uso, a instituição acolhe pessoas que por força de vontade vai diminuindo, e aos poucos abandonando o uso abusivo e destrutivo. A Amarr trabalha no amparo, na ajuda mútua, dando as mãos aos casos de auto-abandono e outros diversos casos de vulnerabilidade causados pela dependência, a Amarr acolhe sem preconceito, não tem atitude compulsória, e carrega sempre uma mensagem de esperança e fé. Nos confirma a Presidente.

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