Seca pode limitar patrocínio para o São João na Bahia


Com sérios problemas no abastecimento de água e prejuízos na agricultura e na pecuária, os 220 municípios baianos que tiveram estado de emergência decretado pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado da Bahia (Sudec) podem agora sofrer com mais outra consequência da seca: ficar sem o São João. Os municípios de Campo Formoso e Inhambupe, localizados em pleno semi-árido baiano, já cancelaram a festa.

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o Ministério Público da Bahia (MP) estão fiscalizando, rigorosamente, os gastos das prefeituras que não priorizem o atendimento da população por conta da estiagem. E não é só: até mesmo a participação do município na licitação para obter recursos do programa São João na Bahia, da Bahiatursa, está no foco da fiscalização.

“Não se trata de uma decisão do governo, mas o próprio MP é que está cobrando isso das prefeituras”, disse a assessoria de comunicação da Bahiatursa. Dentre as condições previstas no edital, publicado no Diário Oficial na última sexta-feira, está uma contrapartida dos municípios para que possam concorrer aos patrocínios que somam mais de R$ 5,7 milhões, a serem distribuídos para 150 prefeituras. As inscrições já começam amanhã, devendo se estender até o dia 26 deste mês. O edital era aguardado com expectativa, sobretudo depois que circularam boatos de que a participação dos municípios em estado de emergência poderia ser vetada.

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