Roceamento feito pela Coelba na fazenda Vitória, em Maracás, deixa 24 bovinos mortos por intoxicaçã


Na semana que antecedeu o final do mês de abril a Pecuarista Maria de Loudes M. Spinola proprietária da Fazenda Vitória, região dos Novaes, localizada no município de Maracás - BA, teve parte do seu rebanho intoxicado pela ingestão de uma planta típica da caatinga, conhecida popularmente com o nome de “Vaqueta” (Thiloa glaucocarpa).


A proprietária identificou que os animais que estavam em um pasto aproximadamente 30 dias após o início das chuvas, começaram a apresentar inchaço na face, região ventral do abdômen e nos quartos traseiros, paravam de se alimentar, emagreciam e vinham a óbito em poucos dias. A proprietária atribuiu o incidente a uma manutenção na área de passagem da rede de distribuição elétrica que percorre uma distancia de aproximadamente 4,5Km dentro de sua propriedade. A manutenção consistiu em: roçagem, poda e raleamento da vegetação presente nas margens e abaixo da rede elétrica. Segundo a proprietária, o manejo equivocado da vegetação produziu a intoxicação. Depois de longos períodos de estiagem, a planta uma vez cortada, logo após as primeiras chuvas, tem um brotado que antecede a forragem, fato que favorece a sua maior ingestão por parte dos animais.



No Brasil, as plantas tóxicas causam perdas econômicas diretas e indiretas. Como perdas diretas podem ser citadas a morte de animais, baixo índice reprodutivo (abortos, malformações e infertilidade), baixa produtividade nos animais sobreviventes e outras alterações devidas a doenças transitórias, enfermidades subclínicas com diminuição da produção de leite, carne ou lã, e aumento da susceptibilidade a outras doenças devido à depressão imunológica. As perdas indiretas incluem os custos para o controle das plantas tóxicas nas pastagens, as medidas de manejo para evitar as intoxicações como a utilização de cercas e o pastoreio alternativo, a redução do valor da forragem devido ao atraso na sua utilização, a redução do valor da terra, a compra de gado para substituir os animais mortos, e os gastos associados ao diagnóstico das intoxicações e ao tratamento dos animais afetados. fotos e matéria Blog Jornal Cidade

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 Por Josi Machado e Allan Lago