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  • Jornal da Cidade

”Não podemos prever”, diz especialista sobre possível coronavírus no Carnaval da Bahia


Em época de folia, a aglomeração, contato e proximidade entre pessoas do mundo inteiro são grandes, e isso vem preocupando a população com relação à transmissão de doenças como o coronavírus, epidemia que surgiu na China e está alcançando outros países. Nesta quarta-feira, a prefeitura de Salvador desmentiu boatos e descartou a possibilidade de presença do vírus na capital baiana, entretanto, o alerta de prevenção deve ser mantido para garantir o preparo da população, em uma época de grande circulação de pessoas, como o Carnaval.

“No Carnaval, obviamente, porque vem um número muito grande de estrangeiros, para a Bahia em especial. É um momento de grande aglomeração, as pessoas se misturam. Não tem nem como descartar, é absolutamente óbvio. No Carnaval piora um pouco pelo número grande de pessoas de fora, isso é um fato. Nós só não podemos prever o que vai acontecer”, declarou a médica infectologista Dra. Ledívia Espinheira, em entrevista ao Portal A TARDE.

Segundo a médica, o vírus tem um grau de contaminação muito grande, com uma letalidade que a população e os especialistas estão começando a conhecer. ”Mas a gente já viveu situações semelhantes antes, a gente já enfrentou isso”, tranquilizou.

Com as informações e alertas sobre a epidemia circulando pelos meios de informação e órgãos públicos, a população vem demonstrando preocupação e pensando em estratégias para se proteger e evitar se contaminar com o coronavírus durante o Carnaval. O analista de sistemas Thiago Reis contou que curte muito a folia, mas esse ano vai preferir não ir.

”Minha primeira opção é não ir para o Carnaval. Eu gosto, mas estou repensando bem sobre essa questão. Eu vi na reportagem que está ficando mais forte, mais pessoas sendo contaminadas, então acho que para a gente que é baiano e gosta de Carnaval, é melhor ficar em casa. Como se trata de um vírus, acho que o ideal é ter o máximo de limpeza, mãos e contato, seria melhor evitar”, afirmou.

Já a técnica de enfermagem Celidalva Maria chamou atenção para a proteção que deve ser dada aos profissionais da área de Saúde, que estão mais expostos ao vírus pelo contato mais próximo com os doentes. ”A gente da área de saúde estamos expostos a várias situações de risco. Como eu não curto Carnaval, a minha maior preocupação é quem está vindo, porque todo ano aparece uma virose. Se a virose já é preocupante, imagine esse vírus. Acho que o governo tem que tomar uma providência para proteger as pessoas da área de Saúde que trabalha no Carnaval, porque é uma aglomeração muito grande de pessoas”, alertou ela.

”Eu não curto o Carnaval, então sempre viajo, vou para a ilha. Não ficar tendo muito contato, ir pra rua, o certo é ficar dentro de casa, pois estar na rua é mais favorável a pegar o vírus, é mais exposto”, afirmou a diarista Maria de Fátima.

Neste momento, quando as informações que chegam até a população sobre o coronavírus ainda são novas e, até certo ponto, poucas, é comum que as pessoas se questionem sobre o que é ou até que nunca tenham escutado falar sobre. A autônoma Bárbara Cruz questionou qual seria o método de proteção a ser utilizado no Carnaval.

”É muita gente junto, é complicado. Qual o método? Vamos usar máscara? Acho que não ficaria todo mundo de máscara, você sabe que Carnaval o povo beija mesmo, né? Eu não sei como faria para evitar a contaminação”, apontou.

Até o momento, o Ministério da Saúde já confirmou nove casos suspeitos do coronavírus no Brasil. Em Salvador, a prefeitura tranquilizou a população desmentindo os boatos da presença do vírus na cidade e descartou qualquer possibilidade do coronavírus por aqui. Mas, para quem vai viajar ou estar em contato com estrangeiros, é importante se atentar às formas de prevenção para se proteger da doença.

Informações / A Tarde

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 Por Josi Machado e Allan Lago