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  • Jornal da Cidade

Maus hábitos dentários podem causar diversos problemas na região da cabeça


Apertar ou ranger os dentes são hábitos muito comuns, no entanto, eles podem causar uma série de problemas: dores articulares na mandíbula, fratura dentária e alteração na mordida, entre outros males. Jovens do sexo feminino, entre 21 a 30 anos, são as mais afetadas pelos hábitos parafuncionais.

No entanto, o stress e a ansiedade têm feito com que pessoas de diversas idades, inclusive homens, apresentem cada vez mais esse problema na estrutura da boca. Para esclarecer o assunto, o BNews convidou o dentista Felipe Queiroz, especialista em Reabilitação Oral. Confira a entrevista:

BNews - O que são hábitos parafuncionais? Felipe Queiroz - São hábitos repetitivos involuntários que não se relacionam às nossas funções normais, tais como: apertamento dentário e ranger os dentes. BNews - Quais as consequências destes hábitos? Felipe Queiroz - Algumas consequências são: desgaste dentário, fratura dentária, alteração de mordida, dores articulares na mandíbula, dores musculares na face e dores de cabeça. Algumas dores articulares também podem ser confundidas com dores no ouvido, por isso é necessário que haja uma avaliação multidisciplinar. BNews - Quem são as pessoas mais afetadas? Felipe Queiroz - Estudos demonstram uma maior incidência na faixa etária de 21 a 30 anos, com predominância do sexo feminino. BNews - As causas desses hábitos estão relacionadas à alguma doença? Felipe Queiroz - O stress e a ansiedade podem potencializar os hábitos parafuncionais. BNews - Qual a relação entre hábitos parafuncionais e dores, a exemplo das dores de cabeça? Felipe Queiroz - Os hábitos parafuncionais podem ter relação com muitos tipos de dores de cabeça devido à tensão muscular gerada com a atividade excessiva dos movimentos involuntários. BNews - Há o risco de deixar sequelas? Felipe Queiroz – Sim. Caso não tratados, podem gerar problemas mais complexos como transtornos psicológicos, a exemplo da depressão, e alterações articulares na mandíbula, levando, inclusive, a dificuldades na mastigação. Em alguns casos, pode haver a necessidade de cirurgia. BNews - O que fazer para resolver o problema? Felipe Queiroz - Buscar um tratamento especializado. Pode ser necessário que o paciente seja avaliado por profissionais de diferentes especialidades, como: dentista, médico otorrinolaringologista, cirurgião maxilo-facial, psicólogo, fisioterapeuta e fonoaudiólogo.

BNews - É um tratamento de alto custo? Felipe Queiroz – Normalmente, não é um tratamento de alto custo quando tratado no início. Quanto mais complexo o tratamento, maior o seu custo.

Informações / BNews

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 Por Josi Machado e Allan Lago