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  • Jornal da Cidade

Moradores protestam e relatam abusos policiais após incêndio a ônibus


Moradores da comunidade do Pela Porco, que fica no bairro da Sete Portas, em Salvador, fazem protesto no final da manhã desta terça-feira (2). Eles bloquearam a passagem em uma via e usaram cartazes na manifestação.

Os populares denunciam que policiais militares têm agido com truculência na comunidade, além de relatarem abusos como ocupação das residências. Os PMs estão na localidade para reforçar o policiamento, depois que um ônibus foi incendiado na noite de segunda (1º).

A assessoria da Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou desconhece registros de ação violenta da PM na região do Pela Porco.

Caso

Um ônibus foi incendiado na noite de segunda-feira (1º), no bairro da Sete Portas, no sentido Barroquinha, em Salvador. Um vídeo gravado por moradores mostrou o momento em que as chamas consomem o veículo.

Na manhã desta terça-feira (2) os coletivos circulavam normalmente no local, sem previsão de suspensão do serviço. Testemunhas contaram que dois homens armados abordaram o veículo em um ponto de ônibus, na região da Cesta do Povo.

Eles chegaram no local atirando e obrigaram os passageiros a descer do coletivo. Em seguida, os criminosos atearam fogo no ônibus e fugiram.

Ninguém ficou ferido na ação, mas o motorista perdeu pertences para as chamas. Ele e o cobrador foram levados para o Hospital Geral Ernesto Simões Filho. Depois do atendimento, foram ouvidos pela polícia.

O coletivo, que fazia a linha Cabula VI/Barra, ficou destruído e a carcaça foi removida ainda durante a noite. Vidros das janelas do ônibus ainda estavam no local, nesta manhã. O policiamento foi reforçado na Sete Portas.

Conforme a Polícia Militar, informações preliminares apontam que a ação teria sido motivada pela prisão de dois homens no domingo (30). A população, no entanto, afirma que o veículo foi incendiado em um protesto contra a violência policial na região.

O caso será investigado pela Polícia Civil. Até a publicação desta reportagem, os suspeitos de atearem fogo no coletivo não foram encontrados. Ninguém foi preso.

Fonte: G1

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 Por Josi Machado e Allan Lago