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Lajedo do Tabocal: Criança morre durante tentativa de parto no Hospital Municipal








A saúde pública de Lajedo do Tabocal, na Bahia, volta ser noticia, e de forma mais trágica, o alerta já vinha sendo dado há tempo por alguns vereadores da Câmara Municipal de Lajedo do Tabocal, também por parte de moradores através das redes sociais, blogs e de programas de rádio. O jovem casal do povoado de São Pedro no município lajedense, Rosemere Moura Santos e Edvaldo Romão dos Santos Cerqueira, pais de uma linda menina, esperava por mais uma filha para integrar a família, que até nome já tinha “Ana Vitória”, mais acabou sendo vitima da negligencia e a criança morre durante a tentativa do parto no Hospital Municipal Álvaro Vasconcelos Fagundes (HMAVF) na manhã deste domingo (01), conforme entrevista dada pelo casal que está bastante abalado ao Blog do Ely Morais.

Na noite desta segunda-feira (02), na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Lajedo do Tabocal o vereador Elias Barros (MDB) teria falado na tribuna da câmara sobre a morte da criança após a mãe entrar em trabalho de parto e a nossa reportagem foi atrás para saber o que realmente aconteceu. No inicio da tarde desta terça-feira (03), a nossa reportagem foi até a casa de Rosemere Moura Santos e Edvaldo Romão dos Santos Cerqueira no povoado de São Pedro onde com exclusividade, eles contaram tudo o que aconteceu. Durante a entrevista o pai daquela que se chamaria Ana Vitória, “se não tivesse morrido durante a tentativa mal sucedida do parto” muito emocionado não conseguia conter as lagrimas que não paravam de cair de seus olhos.

Rosemere Moura que estava com o enxoval da filha que ia nascer todo pronto, conta que no sábado (31), por volta das 11h, ela começou sentir dores e teve a bolsa rompida sendo conduzida ao Hospital Municipal Álvaro Vasconcelos Fagundes onde foi atendida pelo medico Dr. José augusto Sampaio Silva que depois de examina-la mandou que ela retornasse para casa, dizendo que ele só teria criança no próximo dia 10 de abril. Ao chegar em casa as dores aumentaram e Rosemere novamente foi conduzida ao mesmo hospital isto já por volta das 22h, onde ela conta que já não tinha mais líquido amniótico, ficando até as 09h da manhã seguinte.

Durante toda a noite Rosemere diz que com forte dores implorava para ser levada para outro hospital, citando o de Jaguaquara ou a Santa Casa de Jequié, informando que a criança era grande, por ter sido advertida pela médica que a acompanhou no pré-natal sobre o tamanho do bebê. Rosemere disse que insistiu muito dizendo que ela não teria condições de ter a filha naquele hospital pela falta de estrutura para casos como esse, mais que a todo o tempo falavam pra ela, que ela ia ter criança ali mesmo e que o parto seria normal, não tendo o seu clamor atendido. Chega o momento em que aquela mulher simples da zona rural que teria ouvido do médico que ela só iria dar a luz no dia 10 próximo, era levada para a sala de parto sendo informada que a criança estava para nascer.

Dr. José augusto Sampaio e dois enfermeiros deram inicio ao trabalho de parto. 01h depois, uma enfermeira de prenome Geane de Maracás se junta ao médico e aos demais enfermeiros segundo a parturiente. A bebê ainda chegou passar a cabeça pela vagina enquanto a outra parte do corpo ficou impedido por se tratar de uma criança grande como teria sido falado antes pela própria mãe. Rosemere disse que a criança era pega pela cabeça com muita força, sendo girando de um lado para outro, que ela sentia a parte do corpo da bebê que ainda estava dentro de sua barriga girar de um lado para outro durante aquele procedimento. A força colocada para retirar a outra parte do corpo foi tão grande que o rosto e parte do tórax da bebê ficou com sinais de hematomas. Sem sucesso o médico providenciou a transferência para a Santa Casa de Jequié, momento em que a mãe pergunta já do lado de fora do hospital “como está minha filha?” sendo informada que teve um problema com ela. “O desespera daquela mulher naquele momento foi grande, pois ela não sentia mais a criança se mexer”.

Rosemeire disse que durante o percurso o médico e o enfermeiro ainda tentaram a todo custo concluir o parto que só foi realizado ao chegar à Santa Casa por profissionais daquela unidade. Ainda na Santa Casa em Jequié o pai da criança Edvaldo Romão que também foi na ambulância e pedia a Deus, a todo instante que não deixasse nada de mal acontecer com a sua esposa, pois já sabia naquela altura que sua filha estava morta em decorrência da forma brutal como tentaram fazer o parto de sua esposa, ao questionar o que teria acontecido a um médico daquela unidade, ouviu o seguinte, “o problema já veio de lá, você já saber mais ou menos o que aconteceu”, segundo o que ele informou a nossa reportagem.

A mãe disse que fez o pré-natal corretamente para evitar problemas para ela e principalmente para a bebê. Antes de dar inicio ao trabalho de parto Rosemere disse que o médico ouviu os batimentos cardíacos da criança com um aparelho estetoscópio e disse que estava tudo bem, o que a deixou aliviada mais tempo depois veio a triste noticia, que seu bebê nasceu morto. No atestado de óbito a Dra. Mayara Montino da Santa Casa atestou que a causa da morte da criança que nasceu com 4,800kg, foi por Asfixia Fetal. Rosimeire disse ainda que além do desconforto com tudo o que aconteceu e as fortes dores que sentiu ainda faltava água no hospital de Lajedo do Tabocal, que e até o vaso de colocar água estava sujo. A família e parentes da criança morta durante o parto culpa o Hospital Municipal de Lajedo do Tabocal por negligencia e diz que pretendem entrar na justiça contra o hospital.

Blog do Ely Morais

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 Por Josi Machado e Allan Lago